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quinta-feira, 3 de março de 2011

AGUAPÉ



Estou me recuperando de um período de cama, a gripe me pegou bem forte desta vez, confesso que eu não estava cuidando da minha saúde como deveria cuidar, assim o corpo se revolta contra ti e as enfermidades aproveitam da ocasião.

Nada, nada, nada... aqui não acontece absolutamente nada...

Passei muito tempo em frente do computador e as vezes minha cabeça dava um branco, preferia escutar uma música ao invés de ler um livro (tenho uma quantidade enorme de livros para ler) mas com este estado febril não era uma boa ficar forçando a mente assim que me deparei com uma canção que eu adorava muitíssimo nos anos 80.

O autor desta canção é o Belchior, neste período ele estava no auge de sua forma de compositor, criou musicas divinas.

Deixo aqui esta bela canção para que apreciem.






Aguapé


Capineiro de meu pai
Não me corte os meus cabelo
Minha mãe me penteou
Minha madrasta me enterrou
Pelo figo da figueira que o Passarim beliscou

Companheiro que passas pela estrada
Seguindo
Pelo rumo do sertão
Quando vires
A casa abandonada
Deixe-a em paz dormir
Na solidão

Que vale o ramo do alecrim cheiroso
Que lhe atiras no seio ao passar
Vai espantar o bando, o bando buliçoso.
Das mariposas que lá vão pousar

Esta casa não tem lá fora
A casa não tem lá dentro
Três cadeiras de madeira
Uma sala a mesa ao centro

Esta casa não tem lá fora
A casa não tem lá dentro
Três cadeiras de madeira
Uma sala a mesa ao centro

Rio aberto barco solto
Pau d'arco florindo a porta
Sob o qual ainda há pouco
Eu enterrei a filha morta
Sob o qual ainda há pouco
Eu enterrei a filha morta

Aqui os mortos são bons
Pois não atrapalham nada
Pois não comem o pão dos vivos
Nem ocupam lugar na estrada
Pois não comem o pão dos vivos
Nem ocupam lugar na estrada

Nada
A velha sentada o ruído da renda
A menina sentada roendo a merenda

Nada, nada, nada, nada, nada, nada, nada.
Aqui não acontece nada não
Nada
Nada
Nada
Nada absolutamente nada
E o aguapé lá na lagoa
Sobre a água nada
E deixa a borda da canoa
Perfumada
É a chaminé à toa
De uma fábrica montada
Sob a água que fabrica
Este ar puro da alvorada
Nada, nada, nada, nada, nada, nada
Aqui não acontece nada não
Nada
Nada, nada, nada, nada, nada, nada
Nada absolutamente nada.






2 comentários:

  1. Oi Luis!!!

    Espero que esteja melhor da sua griponilda.
    Estou ouvindo que quer ler faz tempo heim rsrsrs

    Beijos

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  2. Obrigado pelos votos de melhora... quero ficar bom o mais rapido possível.
    Qto aos livros isso é outra história...

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