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domingo, 30 de janeiro de 2011

A VIAGEM

O Nani a todo vapor
Estive de viagem com o meu amigo Nani, foi mais uma das viagens que fizemos juntos quando temos a oportunidade de coincidir e realizar estas loucuras.
Desta vez fomos para Gravataí - RS. Saímos de São Bernardo de tarde e pegamos a estrada... Foram mais de mil kilometros só de ida e quase de uma vez só, sem parar, pois tínhamos um horário especifico para chegar lá.




Uma foto minha de mim mesmo

Paramos para comer algo em um restaurante de beira de estrada, normalmente freqüentados pelos amigos caminhoneiros. Os viajantes de carro não costumam parar por lá, eles preferem lugares como "Graal", que disponibilizam de mais comodidade e preços compatíveis com estes privilégios. Os caminhoneiros são trabalhadores que tem como seus escritórios as estradas deste país e, se você notar que há uma concentração de caminhões estacionados em um restaurante de beira de estrada, tendo um aspecto meio “ruim”, pode ter certeza que lá a comida é boa e barata... Foi o que aconteceu com a gente.
Terminamos de comer e colocamos o pé na estrada novamente. Convidamos nossos “amigos invisíveis”, a Rê e o Bite para viajar conosco. Assim estaríamos alerta e atentos...
Mais à frente paramos para dar carona a duas pessoas vestidas de uniforme, este casal estava a caminho de volta pra casa após sua jornada de trabalho no posto de resgate da rodovia. Eles costumam voltar às suas casas de carona pois é comum para os caminhoneiros que viajam sozinhos ajudarem estas pessoas e, em cambio, receberem um pouco de companhia de viagem.
Tivemos uma agradável conversa e logo chegou o destino final deles... Desta vez fomos nós que cuidamos deles em chegar bem a seus destinos são e salvos, o pessoal do resgate das rodovias são os anjos que, na maioria das vezes tem o poder de salvar nossas vidas em caso de acidente...  
Casinhas de Santa Catarina
Amanhecemos já na divisa de Santa Catarina com Rio Grande do Sul.
Com o amanhecer pude notar a beleza da natureza do sul do país. Suas casas são muito mais bonitas, Mesmo sendo humildes elas são bem cuidadas, chamou a minha atenção as casas pintadinhas com cores alegres. Parece que por lá esta na moda os telhados de cor branca...
Chegamos à fábrica da GM de Gravataí, o nosso destino final. Enquanto esperava para carregar a cegonha eu aproveitei para ler um pouquinho. Tenho que terminar logo este livro para começar outro que tenho curiosidade, pois é o estilo de leitura de uma pessoa especial...
Saímos às pressas de lá porque se perdêssemos muito tempo não chegaríamos antes das 6 da tarde em um pedaço da estrada que esta em obras e, como devo explicar, não é permitido o trafego de cegonhas carregadas nas estradas de pista simples no período de 6 da tarde às 6 da manhã.
Uma coisa estranha que notei é que em Santa Catarina não há o sistema “ Sem Parar” nos pedágios. Ficamos na fila para pagar o pedágio por um bom tempo, pois havia muita gente a caminho das praias de Floripa.
Notei também a quantidade de veículos proveniente do país vizinho. Los Hermanos ainda costumam desfrutar de nossas praias...
Conseguimos superar as obras no tempo previsto e seguimos viagem.
Parecia que íamos escapar da chuva que vinha chegando, mas ela nos pegou de surpresa bem numa serra. Havia um ônibus que estava derramando óleo diesel na pista e, com o transito intenso daquela subida de serra, ficamos parado na estrada. Na hora de seguirmos viagem os caminhões começaram a patinar, inclusive o nosso. Por sorte o nosso caminhão está equipado com a melhor das tecnologias e o controle de tração ajudou a ter tração e seguirmos nosso destino. Deu pena dos motoristas que ficaram lá parados impossibilitados de fazer seus caminhões se mover naquela subida íngrime. Nisso já havia uma fila de mais de uns 5 km no sentido contrario... Teve gente que deve ter ficado no congestionamento por um bom tempo...
No radio tocava uma bonita canção que me chamou a atenção. Era uma voz feminina com sotaque italiano mas a letra era em espanhol e dizia assim:
Se fué, se fué
El perfume de sus cabellos
Se fué, el murmullo de su silencios
Se fué, su sonrisa de fábula
Se fué, la dulce miel que probé en sus labios”
A canção se chamava “Se Fue” de Laura Pausini
Outra canção bonita que me chamou a atenção nesta viagem foi “  Sinônimos” de Zé Ramalho.

Sinônimos
Composição: Chitãozinho e Xororó/ Zé Ramalho
Quanto o tempo o coração, leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa, descansar
O sentido da vida, encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
Quem revelará o mistério que tenha fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar
Sigo tendo fé nesta minha estrada...
E voltando a outra estrada, seguia vendo as casinhas bem arrumadinhas, com seus jardins de gramas bem aparadas... Sentia-me em harmonia... A musica do Zé Ramalho mexeu comigo mais uma vez...



Passamos Por Floripa e depois por Camburiu, juntamente com as loucuras de uma cidade grande, praiana numa manhã de sábado e de período de férias... Estávamos trabalhando e qualquer outro pensamento contrario ao de chegar o mais breve possível a casa era totalmente descartado.



Quando chegamos a Joinville eu entrei em contato com um amigo que vive lá e aproveitamos para nos ver.
Paramos para abastecer, tomar uma ducha e comer enquanto revia o Eddie.
Uma coisa que me chamou a atenção é que você teria direito à ducha grátis se abastecesse no posto, se não a ducha custaria R$10,00 por justamente 8 minutos de ducha.

Aviso nas duchas do posto de gasolina
 Preparei-me com toda a “parafernália duchífera”, coloquei o cronometro para funcionar e realmente foram 8 minutos, nem mais nem menos... Relembrei as longas duchas lá de casa onde eu teria que gastar no mínimo umas 5 fichinhas para saciar a minha vontade de banho...
Fizemos os cálculos de distancia e tempo de viagem para chegar à outra serra onde não é permitido o trafego de cegonhas carregadas durante a noite e pudemos descansar por 3 horas, tempo suficiente para tirar uma sonequinha dentro do caminhão. As 3 da manhã voltamos a estrada e às 10 já estávamos de volta ao nosso ponto da partida, 2087 kms mais tarde.
Cheguei em casa e abracei a minha cama com todas as minhas forças e despertei só agora de tarde com vontade de compartir esta experiência com vocês.
Se houver outra oportunidade, com certeza não pensarei duas vezes....

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